FLICA terá lançamento de livro sobre terreiros de Cachoeira e São Félix

Criado em 08 Outubro 2015 Escrito por Assessoria de Comunicação – IPAC Categoria: Nudephac
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‘Terreiros de Candomblé de Cachoeira e São Félix’ é o título do livro que será lançado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) durante a programação da Feira Literária Internacional da Bahia (FLICA), edição 2015. O lançamento ocorre no próximo dia 16 (2015), às 14h, no claustro da Ordem 3ª do Carmo, na cidade de Cachoeira.

Estarão presentes o secretário de Cultura, Jorge Portugal, os prefeitos de São Félix, Eduardo Macêdo, e de Cachoeira, Carlos Pereira, além do diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira, autoridades federais, estaduais, municipais, personalidades locais e representantes de 10 terreiros da região. A Ordem do Carmo é uma edificação é do início do século XVIII, tombada como Monumento do Brasil desde 1938 e fica na praça central da cidade, próxima da câmara municipal.


A publicação é uma adaptação do ‘Dossiê de Registro Especial’ que o IPAC elaborou para a proteção oficial de 10 terreiros em Cachoeira e São Félix, cidades do Recôncavo baiano, a cerca de 110 km de Salvador. São 244 páginas, mais de 250 fotos coloridas, mapas, ilustrações e infográficos. “Esses terreiros receberam uma proteção ainda inédita no Brasil que é o ‘registro especial’ que contempla as condições simbólico-antropológicas dos terreiros e um ‘plano de salvaguarda’ com metas, objetivos, regras e ações de proteção a curto, médio e longo prazos”, afirma João Carlos, diretor geral do IPAC.

FAZCULTURA – Nesta edição, o Governo do Estado ampliou sua atuação na Flica, com a participação articulada de diferentes secretarias e órgãos para o desenvolvimento de atividades relacionadas às áreas de educação, cultura e turismo. A maior parte da programação vai acontecer no Espaço Educar para Transformar, localizado em frente à Câmara Municipal de Cachoeira. Lá, o público poderá conferir lançamento de livros, exposições, contação de histórias e saraus, entre outros eventos. O governo também é um dos responsáveis pela viabilização da festa, através do programa de incentivos fiscais Fazcultura, uma parceria das secretarias estaduais de Cultura e da Fazenda. O evento conta, ainda, com patrocínio da Coelba e da Oi e apoio cultural da Oi Futuro, da Prefeitura Municipal de Cachoeira, do Sebrae e da Odebrecht.

Segundo o gerente de Patrimônio Imaterial (Geima) do IPAC, Roberto Pellegrino, os terreiros contemplados no livro do IPAC são o ‘Aganjú Didê’ (conhecido como ‘Ici Mimó’), ‘Viva Deus’, ‘Lobanekum’, ‘Lobanekum Filha’, ‘Ogodó Dey’, ‘Ilê Axé Itayle’, ‘Humpame Ayono Huntóloji’ e ‘Dendezeiro Incossi Mukumbi’, em Cachoeira, além de ‘Raiz de Ayrá’ e ‘Ile Axé Ogunjá’ em São Félix.

Referência no Brasil por ser um dos mais antigos órgãos do país que exectam políticas de proteção aos bens culturais, o IPAC tem por obrigação regimental promover a produção técnica e científica com a qual trabalha, incluindo livros. Alguns deles, dispõem de documentários em DVD. São destinados a instituições culturais, universidades, escolas e bibliotecas. Agentes municipais e prefeituras também recebem para subsidiar e aprimorar a gestão cultural.

DOWNLOADS – Os volumes já lançados pelo IPAC estão no site www.ipac.ba.gov.br, na ‘aba’ ‘Downloads’ e no item ‘Cadernos’. Ou diretamente no link: http://migre.me/pt99z. O livro dos terreiros só estará no site após o lançamento. Além da novidade do ‘registro especial’ para terreiros, a Bahia foi o primeiro estado brasileiro a proteger através de decreto estadual e via registro um ofício, através do IPAC, com o Ofício de Vaqueiros, em 2011.

Informações sobre registros de bens culturais intangíveis são obtidas na Geima/IPAC, via telefone (71) 3116-6741 e endereço O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Para dados sobre os projetos e obras do IPAC, acesse www.ipac.ba.gov.br, o facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e o twitter ‘@ipac_ba’.

Crédito Fotográfico obrigatório – Lei nº 9610/98:

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